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TERAPIA COGNITIVO FUNCIONAL

Como funciona a Terapia Cognitivo-Funcional?

 

Sua história é a chave. A maior parte das informações essenciais sobre sua condição está na sua história. É como uma pessoa que traz um quebra-cabeça com todas as peças, mas não sabe como é a imagem final.

 

O papel do terapeuta é trabalhar com você para encontrar o lugar de todas as peças do seu quebra-cabeça, para ajudá-lo a compreendê-lo (tornar a imagem clara).

 

Durante a consulta inicial (normalmente com duração de uma hora), a equipe dedica um tempo para ouvir sua história, com foco em:

  • Como começou sua jornada com a dor

  • As coisas que provocam e aliviam sua dor

  • Como ela impacta todos os aspectos da sua vida (físico, social, profissional, emocional etc.)

  • Sua compreensão do seu problema de dor e seus pensamentos sobre ele

  • Suas experiências anteriores com dor e como você lidou com esses episódios

  • Quais estratégias você desenvolveu para lidar com sua condição de dor

  • Se você evita coisas importantes na vida?

  • Se você protege a região dolorida do seu corpo, como isso afeta sua confiança para se movimentar e participar de atividades que você valoriza?

  • Seus objetivos de curto e longo prazo?

  • O fisioterapeuta também avalia quaisquer problemas de saúde graves e analisam seus exames, se você os tiver?

  • Sua saúde geral e bem-estar emocional

Avaliando seu corpo e como ele funciona:

  • Quando uma pessoa sente dor, a resposta natural do corpo costuma ser tensionar e proteger a área afetada. Isso também pode alterar a percepção corporal e a forma como controlamos o corpo.

  • Os profissionais clínicos estão interessados ​​nas coisas que lhe causam dor e em como seu corpo funciona durante essas atividades.

  • A equipe está interessada em suas percepções e na forma como você controla seu corpo.

  • Os profissionais clínicos examinam como você se move, se consegue relaxar o corpo e sua confiança para se movimentar.

  • A equipe também avalia sua força e condicionamento físico.

  • Os fisioterapeutas também podem realizar testes nos seus nervos e avaliar a sensibilidade dos seus tecidos.

Com base em todas essas informações, elaboraremos um plano de tratamento:

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1. Compreendendo a dor

Primeiramente, os profissionais clínicos se reúnem com os pacientes para ajudá-los a entender a causa da dor e os fatores que contribuem para ela. Eles auxiliam no desenvolvimento de diferentes maneiras de pensar e reagir à dor, capacitando os pacientes a assumirem o controle. Em seguida, é criado um plano personalizado para ajudar a alcançar os objetivos e retornar às atividades diárias.

A equipe também fornece orientações sobre recursos que auxiliam na melhor compreensão da condição de dor do paciente.

2. Confiança para se movimentar e viver

Os profissionais desenvolvem programas de exercícios específicos para você, considerando sua condição individual, sua capacidade funcional e níveis de dor, bem como seu nível de confiança e seus objetivos. Os programas começam gradualmente e progridem ao longo do tempo para aumentar a confiança no movimento, na carga e no fortalecimento do corpo. O objetivo é ajudar os pacientes a encontrar estratégias de movimento que reduzam a dor e restaurem a sensação de controle. Todos os exercícios são orientados para a funcionalidade e focados em objetivos, projetados para aumentar a confiança e apoiar o retorno a atividades diárias significativas. Os profissionais também ensinam estratégias práticas que podem ser adaptadas e integradas à vida cotidiana.

 

Por exemplo, em casos de dor nas costas, é comum que as pessoas percam a confiança em sua capacidade de se curvar e levantar, o que pode limitar atividades como se vestir, jardinagem ou brincar com crianças. Frequentemente, os músculos ao redor das costas e do abdômen ficam tensos em excesso — como se estivessem cerrando o punho — o que torna o movimento rígido e doloroso. Os profissionais primeiro orientam os pacientes a relaxar esses músculos e a se movimentar de maneiras mais confortáveis, aumentando gradualmente a força, a confiança e a capacidade de se curvar e levantar novamente. Isso é então integrado às atividades diárias para restaurar a função e a confiança.

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3. Adotando um estilo de vida saudável

Movimento e atividade física regulares são essenciais para nossa saúde mental e física. Encontrar maneiras de se movimentar e participar de atividades que você goste – participar de atividades sociais – é muito útil para lidar com a dor. Isso pode incluir desde caminhadas, andar de bicicleta, dançar, praticar ioga, nadar, pilates, correr ou malhar. Os profissionais de saúde apoiam os pacientes na conquista de seus objetivos. Todo exercício é benéfico, e o melhor exercício é aquele que você considera prazeroso e que você consegue praticar com frequência. Exercício é como um remédio – você precisa da quantidade necessária para obter os benefícios. Para dor, recomenda-se pelo menos 150 minutos por semana.

 

O sono é fundamental para o sistema nervoso, o sistema imunológico e a saúde mental, e a interrupção do sono é um problema crucial para quem convive com dor. Os profissionais de saúde trabalham com os pacientes para explorar hábitos de sono, relaxamento, movimento e postura durante o repouso. Estratégias simples e práticas costumam ser muito eficazes para melhorar a qualidade do sono.

 

O gerenciamento do estresse é um componente essencial do controle da dor. O estresse pode se manifestar no corpo, tornando-o mais sensível e tenso. Os profissionais de saúde podem oferecer orientação em técnicas de relaxamento, respiração e atenção plena. Há fortes evidências que comprovam a eficácia dessas abordagens na promoção do relaxamento, alívio da dor e maior sensação de bem-estar.

Uma alimentação saudável também é importante para o controle de muitas condições dolorosas. Há cada vez mais evidências do impacto negativo que o excesso de gordura abdominal pode ter nos tecidos do corpo, por meio do aumento da inflamação. Reduzir a gordura abdominal pode diminuir a dor relacionada à artrite e à tendinopatia.

Quanto tempo leva para fazer efeito?

Para algumas pessoas, essa jornada pode ser curta, enquanto para outras pode levar mais tempo. Normalmente, esperamos vê-lo(a) entre 4 e 8 vezes ao longo de um período de 12 semanas, dependendo do nível de complexidade. Espaçaremos esses encontros à medida que você desenvolver mais controle sobre sua dor e alcançar seus objetivos. É muito importante que você nos diga se sentir que estamos exigindo demais ou de menos de você.

 

Algumas pessoas podem precisar de acompanhamento contínuo, dependendo do seu quadro clínico. E se minha dor piorar?

Durante e após o tratamento, as crises de dor são muito comuns. Elas geralmente ocorrem quando as pessoas estão cansadas, esgotadas, indispostas, estressadas, com insônia ou quando estão inativas ou realizam atividades incomuns. É muito importante ter um plano de ação para gerenciar as crises de forma eficaz e controlá-las rapidamente para retomar sua rotina. 

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Que tipos de condições de dor a Terapia Cognitivo-Funcional pode ajudar?

A maior parte da nossa pesquisa até o momento foi realizada com pessoas com dor lombar crônica. No entanto, também adaptamos essa abordagem para pessoas com dor articular, dor neuropática, dor nos tendões e dor generalizada. Atualmente, estamos realizando pesquisas nessas áreas.

Quais são as evidências para condições de dor?

Já existem diversos estudos clínicos demonstrando que a Terapia Cognitivo-Funcional pode resultar em reduções de longo prazo na dor e na incapacidade, em comparação com outras intervenções. É importante ressaltar que não se trata de uma cura para todos os casos – porém, muitas pessoas que se submetem à intervenção relatam maior controle da dor, menor necessidade de medicamentos e tratamentos, e sentem que conseguem retomar suas vidas. Há também evidências de melhora na autoconfiança e na saúde mental. A chave para o sucesso é que colocamos você no comando dessa jornada.

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